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Como calcular a relação das marchas de bicicleta

Hoje abordaremos um tema que gera curiosidade entre entusiastas do ciclismo, mountain bike, e aqueles que apreciam explorar trajetos de bicicleta sem ter certeza de como definir a relação das marchas.

Você já se pegou questionando se precisa de um pedivela e com quantas coroas ele deve vir? Quantos dentes são ideais nas coroas? E sobre usar um cassete, com quantas velocidades ele deve ser? Essas dúvidas são rotineiras para quem se aventura nesses esportes ou até no momento de escolher sua bicicleta. Para os novatos, esses termos podem soar como um verdadeiro desafio, gerando incerteza sobre ter feito a escolha correta, não é?

Com isso em mente, decidimos elaborar um post explicativo, mostrando os diferentes tipos de marchas adequados para cada etapa do pedal, como as subidas e descidas, como definir a relação das marchas de acordo com suas necessidades e, mais importante, como realizar esses cálculos de forma eficaz.

Se está em busca de entender melhor sobre a relação das marchas de bicicleta e como calculá-la de maneira precisa, não deixe de acompanhar nosso post.

Marchas de bicicleta: para que servem e quais as principais diferenças?

A função da marcha se baseia de acordo com o sistema de transmissão da bicicleta, que funciona através da pedivela (local de inserção da coroa e pedais), presa a engrenagem (coroa), que se movimenta por meio da corrente, ficando presa à roda traseira da bike.

relação das marchas de bicicleta

É crucial destacar que cada engrenagem tem a função de acionar o movimento do pedivela, resultando em mais ou menos voltas da roda. Essa velocidade de rotação, rápida ou lenta, é determinada pela capacidade do ciclista em movimentar o pedivela. Esse aspecto é o que define quantas voltas serão dadas por minuto.

No que tange à marcha, a diversidade em número e tipo de troca de marchas varia conforme a bicicleta, uma vez que cada modelo tem seu próprio sistema de acionamento para “aumentar” ou “reduzir” as marchas, operado por alavancas ou botões. Cada contexto de pedalada exige uma seleção de marcha apropriada: escolhas entre marchas mais leves ou mais pesadas, ajustadas conforme as subidas e descidas do trajeto.

Qual a melhor a relação das marchas de bicicleta?

Para calcular a relação das marchas de bicicleta basta dividir o número de dentes da coroa, pelo número de dentes do peão. Uma bike de aro 26, por exemplo, possui uma coroa de 48 dentes e um peão de 12 dentes, dividindo um pelo outro, o resultado é 4. Uma volta na coroa, dá 4 voltas na roda traseira. Ou seja, uma bike mais leve.

O cálculo da relação das marchas de bicicleta sempre vai ser feito a partir dessa base: número de dentes da coroa, dividido pelo número de dentes do Cog (peão), resultando no número de relação (que varia entre 0,58 e 4.9).

Quanto menor for o número de relação, mais leve a relação de marcha, quanto maior ele for, mais pesada será essa relação. Esse valor vai resultar no giro da sua roda, pois cada volta no pedivela, diante do resultado, por exemplo 0.58, não resultará em nenhuma volta na roda, o que deixa uma relação extremamente leve.

As coroas padrão são divididas em 24, 34 e 44 dentes, e a catraca em 14 e 28 dentes. Para se obter o valor do giro, as divisões acontecem em máximo e mínimo, ou seja, o máximo do número de coroa e catraca divido ou o mínimo do número da coroa e catraca dividido, resultando na sua velocidade, no número de voltas.

Exemplo: máximo – coroa de 44, dividido por uma catraca de 14 dentes, resultará em 3,14. Ou seja, uma volta no pedivela dará apenas 3,14 voltas na sua roda. Uma marcha mais pesada. Para facilitar a explicação, confere o vídeo do canal Connect Bike, te explicando a fazer todo esse cálculo.

Mas caso você queira fazer um upgrade na sua bike, se atente a tabela de relação de marchas para escolher as modificações adequadas e não acabar saindo no prejuízo. É importante lembrar que você precisa calcular com precisão a quantidade de dentes da coroa do pedivela e da catraca, a fim de obter uma boa relação de marcha, de acordo com o seu condicionamento físico e o local onde pretende pedalar.

Como regular a bike para o seu estilo de pedalada

Além de selecionar o sistema de marchas adequado para seus objetivos, ajustar corretamente sua bicicleta é essencial para prevenir a fadiga muscular prematura. Comece verificando se o modelo e tamanho da bicicleta são compatíveis com a sua estatura. A altura do quadro e dos pedais também merece atenção. Um aspecto crucial é o tamanho do selim (banco) da bicicleta, que deve ser ajustado para não ser excessivamente largo ou estreito, minimizando riscos de desconforto na região lombar e cóccix.

Qual seria a melhor marcha para subir uma ladeira de bicicleta?

Isso vai depender do que o percurso em questão está exigindo, como é o caso de uma subida de ladeira e uma descida mais densa.

relação das marchas de bicicleta

As bikes possuem marchas de 18, 21,24,27 e 30 relações, que determinam a sua velocidade traseira e frontal. Por exemplo, uma bicicleta de 21 marchas, um dos modelos mais populares do mercado, possui 3 velocidades dianteiras e 7 velocidades traseiras. Com uma sequência de marchas que varia de 1-1 / 1-2 / 1-3 / 2-2 / 2-3 / 2-4 / 2-5 / 2-6 / 3-5 / 3-6 / 3-7. Ideal para quem pedala em ambientes urbanos, com poucas variações de terreno, que não exige tanta alteração nas marchas.

Para quem busca um modelo para prática de pedais, ciclismo e provas em ambientes urbanos, os modelos 24 e 21 são ideais. Mas você deve estar se perguntando, qual seria a diferença entre 24 e 21 marchas?

É bom lembrar que, quanto maior o número de marchas, mais leve será a bike. O modelo 24 marchas possui 3 velocidades dianteiras e 8 velocidades traseiras, possibilitando maior leveza na sua marcha inicial, que varia de 1-1 a 3-8. Do mesmo modo, com uma bike 21 e 18 marchas, a 21 marchas será mais leve, pela quantidade de contagem e leveza na primeira marcha.

Então, a ideia de “uma bicicleta com mais marchas é melhor” cai por terra. Porque o que importa não é a quantidade maior de marchas, mas sim a possibilidade de pedalar tanto numa subida íngreme como num plano longo ou até mesmo numa descida.

Para realizar a escolha é preciso avaliar qual a sua necessidade de uso. Se você deseja conhecer mais sobre o universo das bikes, continue acompanhando o nosso site. Aqui você vai poder conferir como funciona a manutenção das bikes e se aprofundar nesse universo de esporte e lazer.

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