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Guia definitivo dos grupos de transmissão para uma bicicleta MTB

Uma bicicleta para sair do lugar, precisa de um sistema que transforma a pedalada em movimento. É para isso que serve a transmissão em bikes. Ela é fundamental para que a força empregada dos ciclistas gere a energia necessária para as rodas girarem. É um sistema fácil de compreender, mas com grupos diferentes deles. Por isso, agora vamos explicar tudo sobre transmissão para uma bicicleta MTB.

É importante ressaltar que a transmissão é composta por algumas peças, que podem variar de acordo com cada finalidade. Ela tem esse nome, pois transmite a força empregada no pedal para as rodas da bike. Assim, as peças “se comunicam” e tornam a pedalada mais eficaz se tiverem compatibilidade. Portanto é esse conjunto que forma um grupo e explicaremos neste guia sobre transmissão para uma bicicleta MTB.

O que são os grupos de transmissão para uma bicicleta MTB?

No ciclismo a intensidade das pedaladas está relacionada às peças de uma bike. Com isso, há diversos componentes que condizem com o nível buscado por cada ciclista. Os objetivos e a necessidade devem ser levados em conta antes de montar seu equipamento. Por isso, na transmissão para uma bicicleta MTB há diversos grupos diferentes divididos em hierarquias.

A hierarquia vai subindo conforme a complexidade de cada grupo de transmissão para uma bicicleta MTB. Ou seja, as marcas classificam seus grupos do mais básico para o mais avançado. Isso tudo, usando combinações de componentes que alteram a hierarquia e complexidade de cada grupo. Portanto, não é recomendado começar a pedalar em trilhas, sem experiência, com um grupo mais avançado.

O que compõem os grupos de transmissão para uma bicicleta MTB?

Agora que sabemos o que é um grupo de transmissão para uma bicicleta MTB, precisamos saber sua composição. Todos os componentes relacionados a transmitir a força do ciclista para as rodas fazem parte deles. Esse conjunto de peças compõe os grupos de transmissão, e cada um com suas especificações diferentes dentro das hierarquias.

Desta forma, estão inclusos nos grupo o pedivela, movimento central, coroa, corrente e cassete. Estes são os responsáveis por empregar a força do pedal no movimento e tração da bike. Cada peça tem suas variações, que dão objetivos diferentes na transmissão para uma bicicleta mtb.

Pedivela

O pedivela, por exemplo, pode ser encontrado em três variações pelo número de coroas, sendo triplo, duplo ou único. O triplo, com três coroas, é mais usado para quem está começando, atendendo vários tipos de pedalada e terrenos. Este tipo é cada vez menos utilizado hoje em dia, dando mais espaço para o duplo e único.

Em busca de aumentar o número de marchas e diminuir o peso, o pedivela duplo é muito utilizado. Esse modelo de pedivela, otimiza a pedalada em relação ao triplo, melhorando o rendimento. Quanto ao pedivela único ele é ainda mais leve do que os outros dois.

Este tipo é mais apropriado para trilhas e percursos mais íngremes. Além disso, é mais seguro em relação à queda de correntes durante a troca de marchas. Os dentes das coroas usados são mais altos, pois não há a necessidade de usar desviadores para outras coroas. É mais usada por ciclistas experientes do MTB, por terem em mente seus objetivos e vantagens deste tipo.

Coroa

As coroas são diretamente ligadas ao pedivela, fazendo com que a roda traseira gire por meio da corrente. Elas podem ter diversos tamanhos diferentes e com variação no número de dentes. O tamanho está relacionado à quantidade de giros que a coroa dá para mover a bike. Assim, quanto maior a coroa, maior a força, e vice-versa.

Quando falamos da transmissão para uma bicicleta MTB, é mais comum o uso de apenas uma coroa. Com o tempo, a necessidade de ter mais de uma se tornou obsoleta. Foi ficando claro que ao diminuir o número de coroas o peso no equipamento diminuiu. Isso faz toda diferença em uma trilha, e com maior variedade na transmissão, não há necessidade de transmissão dianteira.

coroa de bicicleta
Reprodução: Pinterest

Movimento central

Uma peça fundamental para que o pedivela funcione é o movimento central. Ele serve para que os pedivelas girem com liberdade. O movimento central fica localizado no quadro da bike e evita o desgaste dele fazendo com que o pedivela gire auxiliando no movimento da bike.

Eles funcionam como um rolamento na transmissão para uma bicicleta MTB. A pequena peça é fundamental para o movimento da bike em ação com o pedivela. Ele mantém a rigidez lateral do equipamento, que gira constantemente durante a pedalada.

Corrente

A peça que conecta a parte frontal com a traseira da bike é a corrente. É o elemento principal da transmissão que liga os pedais com o pedivela e cora ao cassete. O tamanho delas é relacionado ao número de marchas que seu câmbio possui. Então muito cuidado ao substituir esta peça.

Elas são feitas em ligas de aço e possuem espaços entre seus rolos, onde se encaixam os dentes da coroa. Esse encaixe permite que o movimento seja feito, acionando o grupo de transmissão.

Cassete

O cassete se assemelha à coroa. Mas, esta é localizada na traseira da bike, especificamente na roda. O conjunto de rodas dentadas se encaixa na corrente para transmitir o movimento gerado nos pedias à roda traseira. Como nas outras peças, o cassete é encontrado em diversos tamanhos.

Já na transmissão para uma bicicleta MTB, há versões de 7 até 12 velocidades. Cada velocidade é definida pelo número de pinhões que possui o cassete. Assim, ele pode ter de 10 até 51 dentes no cassete de 12 velocidades da Shimano, por exemplo. Este número de dentes que define a velocidade em cada um dos estágios do cassete, onde a corrente se conectará.

A importância de escolher o grupo correto para MTB

Há muitas diferenças entre as peças que compõe a transmissão para uma bicicleta MTB em relação às speed. Como são modalidades diferentes, o objetivo de cada componente é próprio para cada um deles. Por exemplo, o tamanho das coroas é diferente, assim como do cassete, da corrente e o pedivela. No MTB é mais comum o uso do pedivela único, enquanto no speed, o uso do triplo predomina.

Além disso, a transmissão para uma bicicleta MTB só é ligada á traseira. Para diminuir o peso e aumentar a estabilidade em trilhas, não há transmissão dianteira como em bikes de speed. Outra diferença é na rigidez das peças para MTB. Elas precisam suportar condições de sujeira de lama e pedras presentes nas trilhas. No speed, o objetivo da transmissão é em ganhar velocidade.

As duas marcas mais famosas do mercado para transmissão para uma bicicleta MTB são a Shimano Sram. Cada uma delas tem sua hierarquia que define os objetivos de cada ciclista. Assim, cada uma delas possui suas peças em diferentes níveis, desde as recomendadas para entrada até mais profissionais. Essa é a hierarquia dos grupos para transmissão para uma bicicleta mtb. Não se esqueça de levar em conta seu objetivo e conheça cada grupo de transmissão para uma bicicleta mtb.

Ficou mais fácil entender sobre os grupos de transmissão? Nos conte nos comentários.

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