O cross-country mudou. As pistas ficaram mais rápidas, técnicas e exigentes, e as bicicletas precisaram evoluir junto. É justamente nesse cenário que a Orbea Oiz M-TEAM chama atenção. A mountain bike espanhola mantém sua conhecida proposta de eficiência, mas combina esse DNA competitivo com 120 mm de curso e uma geometria preparada para encarar terrenos mais desafiadores.
O resultado é uma bike que busca entregar velocidade nas subidas e acelerações sem deixar o ciclista tão limitado quando pedras, raízes e descidas técnicas aparecem pelo caminho.
Mas uma bicicleta desse nível não pode ser avaliada apenas pela ficha técnica. É preciso entender como quadro, suspensão, geometria e componentes trabalham em conjunto.
Neste review da Orbea Oiz M-TEAM, vamos analisar esses detalhes, entender as principais características da nova geração e descobrir o que elas representam, de fato, durante o pedal.
Orbea Oiz M-TEAM: o que você precisa saber
A Orbea Oiz M-TEAM é uma mountain bike full suspension desenvolvida com foco em cross-country de alto desempenho. Ela ocupa uma posição avançada dentro da família Oiz e reúne soluções pensadas para quem busca velocidade, eficiência e maior controle em terrenos técnicos.
Um dos pontos que melhor define sua proposta são os 120 mm de curso na suspensão dianteira e traseira. Essa configuração acompanha a evolução do XC moderno, no qual descidas mais exigentes, obstáculos e trechos técnicos passaram a cobrar mais das bicicletas.
Na configuração M-TEAM Factory, a Oiz utiliza quadro de carbono OMX, suspensão FOX Factory e transmissão Shimano XTR de 12 velocidades. São componentes de alto nível, coerentes com uma bicicleta projetada para desempenho competitivo.
Apesar do curso maior, a proposta não é transformar a Oiz em uma trail bike. Seu foco continua sendo o XC, com atenção especial à eficiência nas subidas, acelerações e mudanças rápidas de ritmo.
Essa combinação ajuda a entender por que a Oiz evoluiu sem abandonar sua identidade. Em vez de simplesmente adicionar mais suspensão, a Orbea atualizou diferentes elementos da bicicleta para atender às exigências das provas e trilhas atuais.
O que mudou na nova geração da Orbea Oiz?

Oiz M-LTD
A principal transformação da Orbea Oiz está na maneira como a marca passou a interpretar uma bicicleta moderna de cross-country. Em vez de manter uma plataforma tradicional de 100 mm como referência, a Oiz evoluiu para uma configuração com 120 mm de curso na dianteira e na traseira.
Essa mudança não aconteceu isoladamente. A geometria também foi atualizada para acompanhar uma modalidade cada vez mais técnica, marcada por descidas rápidas, obstáculos maiores e terrenos que exigem confiança sem sacrificar o rendimento nas subidas.
Na prática, a proposta passou a combinar duas características que antes pareciam mais distantes: a agilidade de uma XC de competição e uma capacidade maior para enfrentar trechos técnicos.
Isso também ajuda a explicar por que não faz sentido avaliar a nova Oiz apenas pela quantidade de curso. O conjunto foi desenvolvido para funcionar de maneira integrada, envolvendo quadro, suspensão, posição de pilotagem e distribuição das medidas da bicicleta.
A identidade competitiva, portanto, continua presente. O que mudou foi o alcance da Oiz, que ganhou recursos para lidar melhor com as exigências encontradas no cross-country atual.
120 mm mudaram a proposta da Oiz?
Os 120 mm de curso ampliaram as possibilidades da Orbea Oiz, mas não mudaram sua essência. Ela continua sendo uma bicicleta criada para o cross-country, com prioridade para velocidade, eficiência de pedalada e desempenho competitivo.
O curso maior entra como uma resposta aos desafios encontrados no XC atual. Pedras, raízes, degraus e descidas mais técnicas exigem que a suspensão consiga absorver impactos sem comprometer demais a precisão da bicicleta.
Esse ganho também permite ao ciclista enfrentar determinados obstáculos com mais controle e margem para corrigir a trajetória. Em percursos acidentados, isso pode ajudar a manter o ritmo onde uma configuração mais limitada de suspensão exigiria maior cautela.
Ainda assim, é importante ajustar as expectativas. Ter 120 mm não coloca automaticamente a Oiz na mesma categoria de uma mountain bike voltada para trail. A escolha dos componentes, a geometria e toda a construção continuam direcionadas ao XC.
Por isso, o curso adicional funciona melhor como uma expansão das capacidades da bicicleta. A Oiz consegue encarar terrenos mais exigentes sem abrir mão da característica que permanece no centro do projeto: ser rápida quando cada segundo importa.
Uma XC preparada para percursos mais técnicos
O cross-country atual exige muito mais do que pedalar forte nas subidas. Percursos modernos combinam mudanças rápidas de direção, pedras, raízes, saltos, trechos inclinados e descidas em que controle e precisão podem ser tão importantes quanto baixo peso.
A Orbea Oiz foi desenvolvida considerando esse cenário. Sua proposta busca permitir que o ciclista mantenha velocidade mesmo quando o terreno deixa de ser previsível. Isso significa encontrar equilíbrio entre uma bicicleta ágil para acelerar e uma plataforma capaz de transmitir confiança nas partes mais exigentes do percurso.
Esse conceito também influencia a posição de pilotagem. Uma XC moderna precisa facilitar a aplicação de potência nos trechos rápidos, mas sem deixar o ciclista excessivamente limitado quando é necessário movimentar o corpo e controlar a bike durante uma descida.
É justamente essa versatilidade que amplia o campo de uso da Oiz. Além das provas tradicionais de XC, suas características podem ser interessantes em maratonas de MTB e pedais rápidos por trilhas variadas, especialmente quando há uma combinação constante de subidas e descidas técnicas.
O objetivo permanece claro: percorrer terrenos difíceis com eficiência, sem perder a resposta rápida esperada de uma bicicleta de competição.
Quadro OMX: leveza e rigidez para competição

Scott Spark DC 10
O quadro é uma peça fundamental para entender o posicionamento da Orbea Oiz M-TEAM. Nesta configuração, a marca utiliza sua construção em carbono OMX, desenvolvida para modelos em que baixo peso, rigidez e desempenho ocupam lugar de destaque.
Em uma bicicleta de cross-country, reduzir peso faz diferença principalmente nas acelerações e subidas. Mas esse não pode ser o único objetivo. O quadro também precisa oferecer rigidez suficiente para transmitir a força aplicada nos pedais e manter a bicicleta precisa quando o terreno exige mudanças rápidas de direção.
Por isso, a construção da Oiz busca equilibrar essas características sem deixar de considerar o funcionamento da suspensão traseira. O resultado é um conjunto pensado para responder rapidamente aos comandos e, ao mesmo tempo, aproveitar o curso disponível quando o terreno fica irregular.
Outro destaque está na integração visual e funcional. Cabos e componentes são organizados para deixar o conjunto mais limpo, seguindo uma tendência presente nas bicicletas de competição atuais.
Mais do que tornar a Oiz sofisticada, essas soluções têm um propósito claro: criar uma plataforma leve, eficiente e adequada ao ritmo intenso do XC.
Geometria da Oiz M-TEAM
A geometria ajuda a explicar por que a Orbea Oiz M-TEAM consegue manter sua vocação para XC mesmo oferecendo maior capacidade em terrenos técnicos. Entre as medidas mais importantes estão o ângulo de direção de 67° e o ângulo efetivo do tubo do selim de 76,5°.
O ângulo de direção contribui para aumentar a estabilidade e o controle da dianteira em descidas e obstáculos. Já o tubo do selim mais vertical favorece uma posição eficiente para pedalar, especialmente quando a inclinação aumenta e é necessário manter potência sobre os pedais.
No tamanho M, o reach de 450 mm ajuda a criar uma posição mais centralizada sobre a bicicleta. Os chainstays de aproximadamente 432 mm completam um conjunto que busca preservar agilidade e resposta rápida.
Esses números, porém, não devem ser analisados separadamente. É a combinação das medidas que determina como a bicicleta distribui o peso do ciclista e reage aos comandos.
Na prática, a geometria procura conciliar duas necessidades importantes: eficiência para atacar subidas e estabilidade para conduzir a bike com confiança quando o percurso fica mais técnico.
Suspensão de 120 mm: como funciona o conjunto
Na configuração Oiz M-TEAM Factory, a suspensão combina um garfo FOX 34 SL Factory com um amortecedor traseiro FOX Float SL Factory, ambos alinhados à proposta de uma mountain bike de cross-country de alto desempenho.
Na dianteira, os 120 mm de curso permitem que o garfo trabalhe sobre impactos e irregularidades sem exigir uma estrutura tão robusta quanto a encontrada em bicicletas destinadas ao enduro. A FOX 34 SL foi desenvolvida justamente para aplicações em que baixo peso e controle precisam caminhar juntos.
Na traseira, o Float SL Factory complementa o sistema e permite que a roda acompanhe melhor as irregularidades do terreno. Isso contribui para manter contato com o solo em situações nas quais tração e estabilidade são importantes.
O funcionamento das duas suspensões também pode ser ajustado de acordo com características como peso do ciclista, terreno e preferência de pilotagem. Pressão de ar e retorno influenciam diretamente a resposta do conjunto.
Esse acerto merece atenção. Uma suspensão sofisticada não entrega seu melhor desempenho apenas por estar instalada na bicicleta. A regulagem correta é essencial para aproveitar o curso disponível sem prejudicar eficiência, controle ou tração.
Controle de suspensão no guidão
Em uma prova de cross-country, o terreno pode mudar em poucos segundos. Uma subida lisa pode terminar em uma sequência de pedras, seguida por uma descida técnica. Por isso, ter acesso rápido aos ajustes da suspensão é especialmente útil em uma bicicleta com a proposta da Orbea Oiz M-TEAM.
O sistema de controle remoto permite alterar o funcionamento da suspensão diretamente pelo guidão. Assim, não é necessário retirar as mãos da posição de pilotagem para fazer mudanças durante o percurso.
A lógica é simples. Em trechos nos quais a eficiência de pedalada ganha prioridade, como subidas firmes e partes rápidas, é possível reduzir a movimentação da suspensão. Quando aparecem raízes, pedras ou descidas, o sistema pode trabalhar de maneira mais livre para favorecer tração, absorção de impactos e controle.
Essa possibilidade torna a adaptação ao terreno mais rápida, algo relevante principalmente em ritmo competitivo.
Por outro lado, concentrar diferentes comandos no guidão exige familiaridade. Suspensão, transmissão, freios e canote retrátil disputam espaço e precisam estar bem posicionados. Uma configuração ergonômica adequada ajuda a tornar os acionamentos intuitivos e evita que a quantidade de controles atrapalhe a pilotagem.
Componentes da Orbea Oiz M-TEAM
Uma bicicleta voltada ao XC de alto desempenho precisa de componentes capazes de acompanhar as características do quadro e da suspensão. Na Orbea Oiz M-TEAM Factory, a montagem segue essa lógica, reunindo peças de alto nível com foco em baixo peso, precisão e eficiência.
A configuração pesquisada utiliza transmissão Shimano XTR de 12 velocidades, além de pedivela com coroa de 34 dentes e medidor de potência 4iiii. O conjunto permite acompanhar dados de potência durante treinos e provas, recurso especialmente interessante para quem utiliza métricas para controlar esforço e desempenho.
Outro ponto importante está no cockpit integrado de carbono OC, solução que contribui para uma montagem mais limpa e alinhada à proposta competitiva da bicicleta.
Rodas, pneus, freios e demais componentes também precisam trabalhar como parte do conjunto. Em uma XC desse nível, pequenas escolhas podem interferir na aceleração, aderência, frenagem e comportamento em terrenos técnicos.
Por isso, vale olhar além do nome dos componentes. O mais importante é entender como cada peça contribui para o funcionamento da Oiz, especialmente quando velocidade, controle e eficiência precisam aparecer no mesmo percurso.
Transmissão e freios
Na configuração Oiz M-TEAM Factory, a transmissão Shimano XTR de 12 velocidades reforça o caráter competitivo da bicicleta. O conjunto oferece uma ampla faixa de marchas para lidar tanto com subidas inclinadas quanto com trechos rápidos, algo essencial em percursos de cross-country com constantes mudanças de ritmo.
A coroa de 34 dentes acompanha essa proposta mais esportiva. Combinada ao cassete de 12 velocidades, permite explorar diferentes relações sem recorrer a um sistema de duas coroas. Isso simplifica a operação e mantém o foco em trocas rápidas durante o pedal.
O medidor de potência 4iiii integrado ao conjunto acrescenta uma ferramenta importante para treinos estruturados. Com ele, é possível acompanhar a potência aplicada aos pedais e utilizar essa informação para controlar intensidade e analisar o desempenho.
Na frenagem, a configuração segue o mesmo direcionamento: oferecer controle sem adicionar peso desnecessário ao conjunto. Em uma XC rápida, isso é especialmente importante porque a frenagem precisa ser previsível em entradas de curvas e descidas técnicas.
No fim, transmissão e freios cumprem papéis complementares: um conjunto ajuda a transformar esforço em velocidade, enquanto o outro permite controlar essa velocidade com precisão.
Rodas, pneus e cockpit
Rodas e pneus têm participação direta no comportamento de uma mountain bike de competição. Na Orbea Oiz M-TEAM Factory, esses componentes seguem a proposta de favorecer velocidade e resposta rápida, sem ignorar o controle necessário nos trechos técnicos.
As rodas utilizam aros de carbono Oquo, solução voltada para reduzir peso e oferecer boa rigidez lateral. Em uma XC, isso pode ser percebido principalmente nas acelerações e mudanças de direção, momentos em que uma roda mais leve e responsiva contribui para o comportamento ágil da bicicleta.
Os pneus também exercem papel importante. Modelos voltados ao cross-country procuram equilibrar baixa resistência ao rolamento e aderência, duas características que nem sempre caminham juntas. A escolha ideal pode variar conforme terreno, condições climáticas e estilo de pilotagem.
No cockpit, a Oiz M-TEAM Factory utiliza um conjunto integrado de carbono OC. Além do visual limpo, a solução reduz a quantidade de peças separadas na dianteira.
É um conjunto bastante orientado ao desempenho. Ainda assim, pneus, pressão e posição dos comandos merecem ajustes individuais, pois pequenas mudanças nesses pontos podem alterar significativamente conforto, aderência e confiança na condução.
Como a Orbea Oiz M-TEAM se comporta nas trilhas?
É nas trilhas que as escolhas técnicas da Orbea Oiz M-TEAM começam a fazer sentido como conjunto. A bike mantém uma condução voltada ao cross-country, mas oferece recursos que ajudam quando o percurso alterna velocidade, subidas e trechos mais técnicos.
A combinação entre geometria, baixo peso e suspensão de 120 mm busca entregar uma bicicleta rápida nas respostas e segura nas irregularidades. Isso permite manter um ritmo elevado sem exigir tanta cautela quando o terreno apresenta pedras, raízes ou mudanças bruscas de inclinação.
Outro ponto importante é o equilíbrio. A Oiz não tenta esconder sua origem competitiva para oferecer uma experiência semelhante à de uma trail bike. A condução continua valorizando precisão, eficiência e escolha correta das linhas.
Ao mesmo tempo, o curso disponível proporciona maior capacidade para absorver impactos e lidar com terrenos acidentados. Essa característica amplia a confiança em situações que podem colocar uma XC mais tradicional em dificuldade.
O resultado é uma bicicleta com personalidade claramente esportiva, mas menos limitada aos percursos suaves, especialmente quando o XC combina esforço físico intenso com exigência técnica.
Nas subidas e acelerações
Subidas são um terreno decisivo para qualquer bicicleta de cross-country, e a Orbea Oiz M-TEAM mantém esse aspecto no centro de sua proposta. A posição de pedalada, o baixo peso do conjunto e a possibilidade de controlar o funcionamento da suspensão favorecem uma condução eficiente quando o percurso aponta para cima.
O ângulo do tubo do selim de 76,5° ajuda a posicionar o ciclista de forma adequada para aplicar força nos pedais. Em inclinações mais acentuadas, essa característica também contribui para manter o peso bem distribuído sobre a bicicleta.
Nas acelerações, a construção leve e rígida busca entregar respostas rápidas às mudanças de ritmo. Isso é particularmente relevante em provas de XC, nas quais retomadas após curvas, ataques e pequenas subidas podem acontecer várias vezes durante uma volta.
A suspensão traseira também participa desse comportamento. Com regulagem adequada, ela pode favorecer a tração em terrenos irregulares, permitindo que a roda acompanhe melhor o solo durante a pedalada.
Assim, a Oiz não depende apenas de rigidez para subir rápido. Sua eficiência nasce do equilíbrio entre posição, peso, tração e resposta aos comandos, características importantes quando manter velocidade é tão necessário quanto produzir potência.
Nas descidas e trechos técnicos
É quando a trilha aponta para baixo que a evolução da Orbea Oiz M-TEAM fica mais evidente. Os 120 mm de suspensão, combinados ao ângulo de direção de 67°, oferecem uma base mais preparada para enfrentar pedras, raízes, degraus e mudanças rápidas de trajetória.
A dianteira tende a transmitir maior confiança em trechos inclinados, enquanto a suspensão ajuda as rodas a acompanharem as irregularidades do terreno. Com isso, fica mais fácil preservar o controle e manter velocidade em situações que exigem precisão.
Essa capacidade adicional também permite uma pilotagem menos conservadora em determinadas descidas. Em vez de reduzir drasticamente o ritmo diante de cada obstáculo, o conjunto oferece recursos para atravessar terrenos acidentados com mais segurança e fluidez.
Isso não significa, porém, que a Oiz tenha comportamento de uma bike de enduro ou trail. Ela continua sendo uma XC de competição, com condução ágil e sensível aos comandos.
Essa diferença é importante. A proposta não é absorver qualquer obstáculo sem preocupação, mas permitir que velocidade e controle convivam melhor. Em percursos técnicos de cross-country, essa combinação pode ajudar a manter o ritmo justamente onde uma bike mais limitada exigiria maior cautela.
Em maratonas e pedais longos
A proposta da Orbea Oiz M-TEAM também combina com provas de maratona e pedais longos em que o terreno alterna subidas, descidas e trechos irregulares. Nessas situações, desempenho não depende apenas de acelerar rápido. É necessário manter eficiência durante várias horas.
A suspensão de 120 mm pode ser uma aliada nesse cenário. Ao absorver parte dos impactos e das vibrações do terreno, o conjunto ajuda a lidar com trilhas acidentadas sem exigir que o corpo absorva sozinho todas as irregularidades.
A possibilidade de controlar a suspensão pelo guidão também ganha utilidade. Em estradões e subidas firmes, o funcionamento pode ser ajustado para priorizar eficiência. Quando o percurso volta a ficar técnico, é possível liberar a suspensão rapidamente.
Outro ponto favorável é a capacidade de enfrentar diferentes tipos de terreno com a mesma configuração. Em uma maratona de MTB, essa versatilidade pode ser importante, já que as condições mudam bastante ao longo do percurso.
Ainda assim, regulagem da suspensão, pressão dos pneus e posição na bicicleta fazem diferença em distâncias maiores. Uma configuração muito agressiva para competição nem sempre será a mais confortável para horas seguidas de pedal.
Pontos de atenção antes de escolher a Oiz M-TEAM
A Orbea Oiz M-TEAM entrega uma montagem sofisticada, mas isso não significa que seja a escolha ideal para qualquer tipo de pedal. Sua proposta continua bastante direcionada ao desempenho, e alguns detalhes merecem atenção antes da decisão.
O primeiro é justamente seu perfil competitivo. Quem procura uma bicicleta mais relaxada para trilhas recreativas pode encontrar opções com geometria e componentes mais adequados a esse objetivo. A Oiz faz mais sentido quando velocidade, eficiência e desempenho no XC estão entre as prioridades.
A integração também merece consideração. A passagem de cabos pela região da caixa de direção deixa o conjunto visualmente limpo, mas pode tornar determinados procedimentos de manutenção mais trabalhosos.
Outro aspecto é a quantidade de comandos no guidão. Suspensão, canote retrátil, transmissão e freios precisam ocupar posições que permitam acionamento confortável. Uma regulagem cuidadosa da ergonomia é importante para evitar desconforto durante a pilotagem.
Por fim, pneus e ajustes de suspensão devem acompanhar o terreno utilizado com maior frequência. Uma configuração voltada para velocidade pode exigir adaptações quando aderência, resistência ou conforto ganham maior importância.
Para quem a Orbea Oiz M-TEAM faz sentido?
A Orbea Oiz M-TEAM faz mais sentido para quem busca uma mountain bike de alto desempenho e pretende aproveitar aquilo que uma XC desse nível oferece. Competidores de cross-country e maratona estão entre os perfis que melhor combinam com sua proposta.
Ela também pode interessar a ciclistas experientes que não competem regularmente, mas gostam de pedalar rápido e enfrentar percursos com bastante variação de terreno. Nesse contexto, os 120 mm de curso ampliam a capacidade para encarar trilhas técnicas sem abandonar a eficiência necessária em subidas e trechos de alta velocidade.
Por outro lado, quem prioriza descidas agressivas, grandes saltos e terrenos extremamente acidentados provavelmente encontrará opções mais apropriadas entre bicicletas de trail ou enduro. A Oiz possui recursos para enfrentar obstáculos, mas seu projeto continua orientado ao XC.
Também é importante considerar o nível da montagem. Componentes como transmissão XTR, suspensões FOX Factory, quadro OMX e medidor de potência fazem mais sentido quando baixo peso, precisão e acompanhamento de desempenho são realmente valorizados.
No fim, a Oiz M-TEAM atende melhor quem procura uma bicicleta rápida, sofisticada e capaz de competir sem ficar excessivamente limitada quando a trilha se torna mais técnica.
A nova Orbea Oiz M-TEAM vale a pena?
A Orbea Oiz M-TEAM mostra como as bicicletas de cross-country evoluíram para acompanhar trilhas cada vez mais exigentes. Os 120 mm de curso, o quadro de carbono OMX, a geometria moderna e a montagem de alto nível formam uma bike claramente orientada ao desempenho.
Seu maior destaque está no equilíbrio. A Oiz continua rápida e eficiente, mas ganhou recursos para enfrentar terrenos técnicos com mais controle e confiança.
Para quem pratica XC ou maratona e busca uma bicicleta leve, sofisticada e preparada para competir, a Oiz M-TEAM apresenta um conjunto bastante completo. O segredo está em escolher uma bike compatível com seus objetivos.
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Perguntas frequentes sobre a Orbea Oiz M-TEAM
Quantos mm de curso tem a Orbea Oiz M-TEAM?
A geração atual da Orbea Oiz M-TEAM trabalha com 120 mm de curso na dianteira e na traseira. A configuração amplia a capacidade da bicicleta em terrenos técnicos sem abandonar sua proposta voltada ao cross-country.
A Orbea Oiz M-TEAM é uma bike de XC?
Sim. A Oiz M-TEAM é uma mountain bike full suspension desenvolvida para cross-country. Sua construção prioriza baixo peso, eficiência de pedalada, velocidade e controle, características importantes tanto no XC competitivo quanto em provas de maratona.
Qual é o quadro da Orbea Oiz M-TEAM?
A configuração M-TEAM Factory analisada utiliza quadro de carbono Orbea Oiz OMX. A construção busca combinar baixo peso e rigidez, mantendo características adequadas para uma bicicleta de competição.
Qual a diferença entre Oiz M-TEAM Factory e M-Team AXS?
Uma das principais diferenças está na transmissão. A M-TEAM Factory pesquisada utiliza Shimano XTR de 12 velocidades, enquanto a M-Team AXS conta com SRAM X0 Eagle AXS eletrônico. Outros componentes da montagem também podem variar, por isso é importante conferir a ficha técnica da versão e do ano desejados.
A Orbea Oiz é indicada para maratonas de MTB?
A proposta da Oiz combina bem com provas de XCM e pedais longos de perfil esportivo, especialmente em percursos que misturam subidas, trechos rápidos e partes técnicas. A suspensão de 120 mm amplia sua capacidade para lidar com terrenos variados.
A Oiz M-TEAM é uma trail bike?
Não. Apesar dos 120 mm de curso e da maior capacidade em descidas técnicas, a Oiz continua sendo uma XC. Sua geometria, construção e montagem são orientadas principalmente para eficiência e velocidade, e não para o mesmo tipo de uso de uma bicicleta de trail ou enduro.
Vale a pena registrar uma Orbea Oiz M-TEAM?
Registrar uma bicicleta de alto valor ajuda a manter informações de identificação e propriedade organizadas, incluindo dados importantes para comprovação de procedência. Além do registro na Bike Registrada, vale guardar a nota fiscal e avaliar um seguro compatível com o valor e a forma de utilização da bicicleta.

