
Foto de Markus Spiske na Unsplash
O ciclismo é um esporte que combina resistência, inteligência tática e coragem, reunindo historicamente atletas que ampliaram os limites do possível sobre duas rodas.
São muitos os nomes históricos, mas o presente revela uma nova geração ganhando espaço, especialmente nas modalidades olímpicas que diversificaram o cenário competitivo.
No Brasil, os ciclos recentes e os Jogos de Paris 2024 revelaram talentos promissores, reconhecidos pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) como destaques nacionais em estrada, pista, mountain bike e BMX.
Enquanto o ciclismo mundial se renova com talentos emergentes e ídolos consolidados, esses movimentos também movimentam as apostas esportivas, ampliando o alcance da modalidade entre fãs e apostadores. Jogue com responsabilidade.
Lendas sobre duas rodas: os maiores ciclistas da história
Muitos ciclistas transformaram talento em mito e fizeram do esporte um palco de feitos quase inacreditáveis. Em diferentes épocas e estilos, esses nomes dominaram Grandes Voltas, clássicos de um dia e diferentes competições nacionais e internacionais, deixando marcas que ainda definem o que é grandeza no pelotão.
Eddy Merckx e os imortais das Grandes Voltas
Falar de legado no ciclismo quase obriga começar por Eddy Merckx, o ‘Canibal’. O belga virou sinônimo de domínio total, já que conquistou 11 títulos de Grandes Voltas (5 Tours, 5 Giros e 1 Vuelta), além de um número impressionante de vitórias em etapas, clássicas e campeonatos mundiais.
A sua maior força era a versatilidade, pois ganhava montanhas, contrarrelógios, sprints selecionados e monumentos com a mesma naturalidade. Por isso, rankings históricos de performance e palmarés o colocam isolado no topo.
Porém, além dele, precisamos citar outros nomes de peso:
- Jacques Anquetil: primeiro a conquistar 5 Tours de France, dono de um estilo elegante e de contrarrelógio devastador.
- Bernard Hinault: o “Texugo”, último francês a ganhar o Tour, também com 5 Tours.
- Miguel Indurain: senhor absoluto do início dos anos 1990, com 5 Tours consecutivo.
- Fausto Coppi e Gino Bartali: rivais que definiram a era heroica do pós-guerra. Ambos venceram Giros, Tours e monumentos, moldando a identidade cultural do esporte italiano.
O ciclismo moderno e seus novos protagonistas
Nas últimas duas décadas o esporte mudou de cara. A profissionalização científica, com avanços em nutrição, aerodinâmica, potência medida em watts e treinamento em altitude simulada, elevou o nível geral do esporte.
Hoje, é mais difícil alguém dominar o calendário inteiro como Merckx dominava. O espetáculo também mudou, contando com mais etapas curtas e explosivas, contra relógios mais raros, equipes com trens de sprint ultra organizados, e estratégias orientadas por dados.
Para o fã, isso trouxe corridas mais imprevisíveis e intensas, enquanto para o ciclista, uma exigência atlética cada vez mais específica.
O Brasil pedalando forte: destaque nacional em Paris 2024 e além
No Prêmio Brasil Olímpico de 2024, o COB reconheceu nomes que se destacaram justamente nas modalidades da bike, muitos deles presentes em Paris. Entre os vencedores por disciplina olímpica, estão:
- Gustavo “Bala Loka” Oliveira – BMX Freestyle (premiado pela 3ª vez, após resultado histórico em Paris).
- Paôla Reis – BMX Racing (tricampeã nacional no ciclo).
- Ana Vitória “Tota” Magalhães – Ciclismo de Estrada (também tricampeã do ciclo, consolidando a estrada feminina).
- Ulan Galinski – Mountain Bike (XC) (principal nome brasileiro do MTB, premiado no ciclo olímpico).
- Wellyda Rodrigues – Ciclismo de Pista (referência nacional, premiada mesmo sem vaga na pista em Paris).
O papel dos fãs, das federações e da mídia na valorização do esporte
O futuro do ciclismo depende dos fãs, das federações, dos comitês olímpicos e também da mídia. Quanto mais pessoas consumirem as competições — com maior variedade de plataformas e melhor organização —, melhor para o ciclismo.
- Fãs: hoje consomem corrida por highlights, dados ao vivo, redes sociais dos atletas e comunidade global. O ídolo é construído tanto pela performance quanto pela narrativa que o cerca.
- Federações e comitês olímpicos: ao premiar e dar visibilidade aos destaques (como fez o COB), criam referência para a base e legitimam novas modalidades no imaginário esportivo.
- Mídia e mercado: quanto mais o esporte se torna multiplataforma e diverso (estrada + MTB + BMX), maior a chance de atrair patrocinadores, eventos e jovens praticantes.
