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Vuelta 2026 sem Pogačar: Quem são os novos favoritos?

Foto de REUTERS/Bruna Casas

A Vuelta a España 2026 ganhou um novo roteiro quando menos se esperava. Tadej Pogačar dominava a competição, acumulava três vitórias em etapas e vestia a camisa vermelha quando uma forte queda na oitava etapa encerrou sua participação. O abandono do esloveno não tirou apenas o principal favorito da prova. Também abriu uma disputa que parecia caminhar em uma direção bem definida.

Sem Pogačar no pelotão, nomes como Enric Mas, Primož Roglič e Félix Gall passaram a ocupar o centro das atenções. Mas aproveitou a oportunidade rapidamente: venceu no Alto de Aitana e consolidou a liderança antes do primeiro dia de descanso.

Só que a corrida está longe de terminar. Ainda há montanhas decisivas, diferenças que podem desaparecer em uma única etapa e candidatos com experiência suficiente para mudar a classificação. Afinal, quem realmente desponta como favorito para vencer a Vuelta 2026 agora?

Por que Pogačar abandonou a Vuelta 2026?

A saída de Tadej Pogačar aconteceu de forma abrupta na oitava etapa da Vuelta 2026, disputada entre Puçol e Xeraco. O esloveno sofreu uma queda em alta velocidade a pouco mais de 30 quilômetros da chegada, quando ainda vestia a camisa vermelha de líder da classificação geral.

Pogačar chegou a tentar retornar à bicicleta, mas as dores e os ferimentos impediram que continuasse. A avaliação médica posterior confirmou concussão cerebral, fratura deslocada da clavícula esquerda e uma fratura cervical estável na vértebra C7, além de diversas escoriações. Apesar da gravidade do acidente, não foram identificadas sequelas neurológicas.

O abandono teve um peso enorme na competição. Até aquele momento, Pogačar era o grande protagonista da Vuelta, com três vitórias de etapa e a liderança geral. Foi também a primeira vez que o esloveno abandonou uma prova por etapas como profissional.

Com sua retirada, a camisa vermelha passou para Enric Mas, que já aparecia como seu perseguidor mais próximo. A partir daquele momento, a Vuelta ganhou uma configuração completamente diferente, com vários ciclistas encontrando uma oportunidade real de lutar pelo título.

Quem são os favoritos da Vuelta 2026 sem Pogačar?

A ausência de Tadej Pogačar deixou a disputa pelo título da Vuelta 2026 muito mais aberta. Se antes havia um nome claramente acima dos demais, agora a classificação geral apresenta um cenário em que diferentes características podem fazer a diferença nas etapas restantes.

Enric Mas aparece em posição privilegiada. O espanhol assumiu a camisa vermelha após o abandono de Pogačar e reforçou sua candidatura com a vitória no Alto de Aitana. Além da vantagem na classificação, seu desempenho nas subidas mostra que há argumentos para sustentar a liderança.

Primož Roglič também merece atenção especial. O esloveno conhece como poucos a pressão de disputar uma Vuelta e permanece suficientemente próximo para transformar qualquer dificuldade de Mas em oportunidade.

Outro nome importante é Félix Gall, especialmente pela capacidade nas grandes montanhas. Richard Carapaz, Oscar Onley, Mattias Skjelmose e Sepp Kuss completam um grupo que ainda pode interferir diretamente na luta pela camisa vermelha.

Por enquanto, portanto, não existe apenas um substituto para Pogačar no posto de favorito. Existe uma corrida mais equilibrada, na qual classificação, montanha, contrarrelógio e regularidade devem pesar até as etapas finais.

Enric Mas: de perseguidor a candidato ao título

A saída de Pogačar colocou Enric Mas em uma situação inédita na carreira: liderar um Grand Tour. Mas o espanhol não se limitou a herdar a camisa vermelha. Na etapa seguinte, mostrou na estrada que tem condições de defendê-la.

No Alto de Aitana, uma das chegadas mais exigentes da primeira semana, Mas respondeu aos ataques dos adversários e venceu a nona etapa. Oscar Onley foi o único capaz de acompanhá-lo na parte decisiva, mas terminou atrás do espanhol. O resultado levou Mas ao primeiro dia de descanso com 1min18s de vantagem sobre Primož Roglič e 1min39s sobre Félix Gall.

Há outro fator que fortalece sua candidatura. Mas conhece bem a pressão de disputar a classificação geral da Vuelta. O ciclista da Movistar já terminou a competição quatro vezes no pódio, experiência importante para administrar uma liderança em uma prova de três semanas.

Ainda assim, a vantagem está longe de ser definitiva. Restam etapas de montanha capazes de provocar diferenças importantes. Mas chega a essa fase como homem a ser perseguido, com a Movistar assumindo a responsabilidade de controlar a corrida e responder aos ataques dos rivais.

Primož Roglič: experiência para buscar a quinta Vuelta

Se existe um ciclista acostumado a transformar a Vuelta em território favorável, esse nome é Primož Roglič. O esloveno já conquistou a classificação geral quatro vezes e chegou à edição de 2026 com experiência suficiente para saber que uma corrida de três semanas pode mudar rapidamente.

Após a primeira semana, Roglič ocupa a segunda posição na classificação geral, a 1min18s de Enric Mas. É uma diferença relevante, mas ainda perfeitamente administrável diante das dificuldades que permanecem no percurso.

Seu histórico também ajuda a explicar por que continua entre os principais favoritos. Roglič sabe controlar esforços ao longo de um Grand Tour, costuma ser competitivo nas chegadas mais exigentes e possui uma característica especialmente valiosa nesta Vuelta: bom desempenho no contrarrelógio.

Para conquistar seu quinto título, porém, não basta esperar por um erro do líder. O ciclista da Red Bull-BORA-hansgrohe precisará encontrar oportunidades para reduzir a diferença e, principalmente, evitar perder tempo nas grandes montanhas.

A experiência joga a seu favor. A questão agora é descobrir se Roglič terá pernas para transformar essa experiência em vantagem quando a disputa entrar em seus momentos mais decisivos.

Félix Gall: a montanha pode colocá-lo na briga

Félix Gall talvez não carregue o mesmo histórico de Roglič ou a vantagem de Enric Mas, mas sua posição na Vuelta 2026 exige atenção. O austríaco ocupa o terceiro lugar na classificação geral e está a 1min39s da liderança, uma diferença que ainda permite pensar seriamente na camisa vermelha.

O principal motivo está no seu perfil. Gall é um ciclista especialmente competitivo nas subidas e já mostrou consistência nos primeiros desafios da prova. Foi terceiro na etapa de Andorra e terminou em quarto no Alto de Aitana, resultados que ajudaram a mantê-lo entre os melhores da classificação.

A segunda metade da Vuelta oferece terreno para que essa característica ganhe ainda mais importância. Chegadas como Calar Alto, Sierra de La Pandera, Peñas Blancas e Collado del Alguacil podem provocar diferenças significativas entre os candidatos ao título.

Para Gall, a estratégia passa por aproveitar justamente essas oportunidades. Ele precisa reduzir a distância para Mas nas montanhas e construir margem antes dos trechos menos favoráveis ao seu perfil.

Ainda é cedo para colocá-lo acima dos dois primeiros colocados. Mas, se a disputa for decidida nas grandes subidas, Gall tem motivos concretos para acreditar no título.

Richard Carapaz: experiência e agressividade para surpreender

Richard Carapaz é o tipo de ciclista que pode tornar uma etapa difícil ainda mais imprevisível. Campeão do Giro d’Italia em 2019 e vice-campeão da Vuelta em 2020, o equatoriano sabe disputar uma classificação geral e, principalmente, não costuma depender apenas de uma estratégia conservadora.

Na Vuelta 2026, porém, sua situação exige reação. Carapaz chegou ao primeiro dia de descanso fora das três primeiras posições e precisa recuperar tempo para entrar de vez na disputa pela camisa vermelha. Isso torna as próximas etapas de montanha especialmente importantes para suas ambições.

Seu estilo pode ajudar. Carapaz é conhecido pela capacidade de atacar em terrenos exigentes e aproveitar momentos em que os adversários estão mais vulneráveis. Em uma corrida que ficou mais aberta após a saída de Pogačar, movimentos ofensivos podem alterar rapidamente o cenário.

O desafio será encontrar o momento certo para arriscar sem comprometer suas próprias chances. Mas ainda existem subidas suficientes para tentar algo diferente.

Por isso, Carapaz aparece um degrau abaixo dos principais favoritos neste momento, mas continua sendo um nome perigoso quando a estrada aponta para cima.

Oscar Onley, Skjelmose e Kuss: quem pode entrar na disputa?

Além dos favoritos mais evidentes, a Vuelta 2026 ainda tem ciclistas próximos o suficiente para mudar a disputa. Entre eles, Oscar Onley ganhou atenção especial após uma primeira semana consistente nas subidas.

O britânico terminou em segundo no Alto de Aitana, sendo o único capaz de acompanhar Enric Mas no movimento decisivo da etapa. Aos 23 anos, Onley chegou a declarar que já pensava no pódio antes da competição. Seu desempenho mostrou que essa ambição não está distante da realidade.

Sepp Kuss também permanece em posição interessante. Campeão da Vuelta em 2023 e reconhecido pela qualidade nas grandes montanhas, o norte-americano tem experiência para aproveitar uma eventual quebra dos adversários nas etapas mais duras.

Já Mattias Skjelmose aparece um pouco mais distante, mas ainda dentro de uma faixa que merece acompanhamento. O dinamarquês mostrou competitividade no início da prova, embora tenha encontrado dificuldades em alguns momentos de maior desgaste.

Nenhum dos três aparece hoje como principal favorito. Ainda assim, uma Vuelta com tanta montanha pela frente oferece espaço para reviravoltas. Onley, Kuss e Skjelmose precisam recuperar tempo, mas seguem próximos o bastante para transformar uma grande etapa em mudança de cenário.

Como ficou a classificação da Vuelta após a saída de Pogačar?

O abandono de Pogačar provocou uma mudança imediata na classificação geral da Vuelta 2026. Enric Mas assumiu a camisa vermelha e, com a vitória no Alto de Aitana, conseguiu ampliar sua vantagem antes do primeiro dia de descanso.

Após nove etapas, Mas lidera com o tempo acumulado de 34h21min10s. Primož Roglič aparece na segunda colocação, a 1min18s, enquanto Félix Gall ocupa o terceiro lugar, a 1min39s. Oscar Onley está logo atrás, a 1min56s, mantendo contato com o grupo que disputa as primeiras posições.

A sequência mostra que a corrida está aberta, mas também revela uma primeira divisão entre os candidatos. Mas construiu uma margem importante, enquanto Roglič, Gall e Onley permanecem a menos de dois minutos da camisa vermelha.

Em uma prova de três semanas, porém, essa distância não representa garantia de tranquilidade. Uma subida difícil, um ataque bem planejado ou um dia ruim podem alterar rapidamente a ordem.

A classificação atual, portanto, oferece apenas uma fotografia da disputa. As próximas etapas serão responsáveis por mostrar se Mas consegue transformar sua vantagem em controle ou se os perseguidores ainda podem virar a Vuelta.

Quais etapas ainda podem decidir a Vuelta 2026?

A vantagem construída por Enric Mas é importante, mas o percurso restante da Vuelta 2026 oferece oportunidades suficientes para os rivais reagirem. A segunda metade da competição concentra desafios capazes de provocar diferenças relevantes na classificação geral.

Entre os pontos decisivos estão as chegadas em Calar Alto, Sierra de La Pandera, Peñas Blancas e Collado del Alguacil. São jornadas em que administrar energia será tão importante quanto atacar. Depois de muitos quilômetros acumulados, uma dificuldade na subida pode custar minutos e mudar completamente a disputa pela camisa vermelha.

O percurso também exige atenção porque os desafios não se resumem às grandes montanhas. Dois contrarrelógios individuais ainda fazem parte da equação e podem beneficiar ciclistas mais eficientes nesse tipo de esforço.

Isso obriga os candidatos a pensar além de uma única etapa. Quem perde tempo no contrarrelógio pode precisar assumir mais riscos nas subidas. Quem consegue abrir vantagem na montanha ganha margem para administrar melhor os quilômetros seguintes.

Por isso, a Vuelta permanece longe de uma definição. A combinação entre montanhas, contrarrelógios, recuperação física e estratégia ainda pode produzir mudanças importantes antes da chegada final.

Montanha será decisiva

Se a classificação ainda parece relativamente equilibrada, as próximas grandes subidas têm potencial para ampliar diferenças. A Vuelta 2026 reserva chegadas exigentes em altitude, justamente o tipo de terreno em que uma disputa apertada pode mudar em poucos quilômetros.

Entre os desafios mais importantes está Calar Alto, chegada da 12ª etapa e um dos testes relevantes da segunda semana. Pouco depois, a Sierra de La Pandera acrescenta outra oportunidade para ataques entre os candidatos à classificação geral.

A terceira semana também não oferece tranquilidade. Peñas Blancas aparece em um momento no qual o desgaste acumulado começa a pesar ainda mais. Já o Collado del Alguacil, previsto para a 20ª etapa, será a última grande chegada em montanha antes do encerramento da prova.

Esse posicionamento torna cada esforço estratégico. Não será suficiente atacar em todas as oportunidades. Os candidatos precisarão escolher onde gastar energia e, principalmente, evitar uma quebra nos quilômetros finais das subidas.

Com tantas dificuldades distribuídas pelo percurso, a regularidade pode valer tanto quanto uma vitória de etapa. Quem atravessar essas montanhas sem grandes perdas chegará muito mais perto de disputar a camisa vermelha até o fim.

E os contrarrelógios?

As montanhas devem concentrar boa parte das atenções, mas a Vuelta 2026 também pode ser decidida contra o relógio. O percurso conta com dois contrarrelógios individuais, incluindo um teste importante na reta final da competição.

O primeiro aparece na 15ª etapa, em Valladolid, com 32 quilômetros. Nesse tipo de disputa, cada ciclista corre sozinho e precisa encontrar o equilíbrio entre potência, aerodinâmica e controle do esforço. Para quem luta pela classificação geral, alguns segundos perdidos por quilômetro podem se transformar em uma diferença difícil de recuperar.

O segundo contrarrelógio será realizado na 21ª e última etapa, em Granada, com 16 quilômetros. A localização torna esse desafio ainda mais interessante. Depois de três semanas de corrida e das últimas grandes montanhas, qualquer diferença pequena entre os favoritos pode deixar a decisão aberta até o último dia.

Nesse cenário, Primož Roglič pode encontrar oportunidades para recuperar tempo, enquanto os rivais precisam chegar aos contrarrelógios com margem suficiente para limitar possíveis perdas.

A combinação deixa a disputa mais completa. Não basta escalar bem. Para conquistar a Vuelta, será necessário administrar cada terreno e chegar à reta final ainda com forças para defender cada segundo.

Então, quem é o favorito para vencer a Vuelta 2026?

Depois da saída de Pogačar, Enric Mas passa a ocupar naturalmente o posto de principal favorito à Vuelta 2026. A camisa vermelha, a vantagem construída na classificação e o desempenho demonstrado nas montanhas colocam o espanhol na melhor situação entre os candidatos.

Isso não significa, porém, que a corrida esteja sob controle. Primož Roglič surge como o adversário mais perigoso. Além da experiência de quem já venceu a Vuelta quatro vezes, o esloveno permanece próximo na classificação e ainda pode encontrar terreno favorável nos contrarrelógios.

Félix Gall merece aparecer logo depois. Sua capacidade nas grandes subidas pode ganhar importância conforme o desgaste aumentar, especialmente nas etapas mais exigentes da segunda metade da prova.

Oscar Onley também permanece próximo o suficiente para alimentar ambições maiores, enquanto Richard Carapaz, Sepp Kuss e Mattias Skjelmose precisam aproveitar as próximas oportunidades para reduzir suas diferenças.

Neste momento, portanto, Mas tem a vantagem mais concreta, mas Roglič representa a maior ameaça. Com montanhas e contrarrelógios ainda pela frente, a ausência de Pogačar transformou uma corrida com favorito destacado em uma disputa na qual cada segundo pode ganhar importância.

Uma Vuelta muito mais aberta

A saída de Tadej Pogačar mudou completamente o equilíbrio da Vuelta 2026. Enric Mas assumiu a liderança e aparece como principal favorito, mas ainda há estrada suficiente para colocar essa vantagem à prova.

Roglič tem experiência e segue como a ameaça mais evidente. Gall pode crescer nas montanhas, enquanto outros candidatos esperam a oportunidade certa para se aproximar.

Com subidas decisivas e contrarrelógios pela frente, a camisa vermelha está longe de ter dono definitivo. Para quem acompanha grandes disputas do ciclismo, essa incerteza deixa as próximas etapas ainda mais interessantes. Agora, cada ataque, subida e segundo perdido pode decidir o campeão.

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FAQ sobre a Vuelta 2026

Por que Pogačar abandonou a Vuelta 2026?

Tadej Pogačar abandonou após sofrer uma forte queda durante a oitava etapa. O acidente provocou concussão cerebral, fratura na clavícula esquerda e uma fratura cervical estável na vértebra C7, além de escoriações. Ele liderava a classificação geral naquele momento.

Quem lidera a Vuelta 2026?

Após nove etapas, Enric Mas lidera a classificação geral. O espanhol chegou ao primeiro dia de descanso com 1min18s de vantagem sobre Primož Roglič e 1min39s sobre Félix Gall.

Quem são os favoritos da Vuelta 2026?

Com Pogačar fora da competição, Enric Mas e Primož Roglič aparecem como os principais candidatos. Félix Gall também está bem colocado, enquanto Oscar Onley segue próximo na classificação.

Quando termina a Vuelta a España 2026?

A Vuelta 2026 termina em 13 de setembro, após 21 etapas. A edição deste ano terá sua decisão em Granada, com um contrarrelógio individual na última etapa.

Quem venceu a Vuelta em 2025?

Jonas Vingegaard venceu a Vuelta a España de 2025, conquistando seu primeiro título na competição. O dinamarquês não está defendendo a camisa vermelha nesta edição.

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